terça-feira, 12 de março de 2013

Dr. Inocêncio Osório Lopes Gondim – um percurso. Evocação no 150º aniversário do nascimento.

Dr. Osório Gondim (Arquivo de Imagens de António Conde)
Data: 1863-1937


Sinopse: Constitui nosso desiderato evocar a figura do Dr. Inocêncio Gondim, uma personalidade multifacetada, que nasceu em Avintes em 1863, aí viveu (sendo um dos “melhores” dos cidadãos avintenses) e aí faleceu em 1937. Para além de médico, historiador, poeta, matemático, investigador, etnógrafo, pedagogo, dirigente associativo e heraldista foi também autarca em Avintes e em Vila Nova de Gaia, sendo o primeiro presidente do município gaiense após a implantação da República.


Como metodologia de trabalho, ao invés de traçarmos a sua biografia, optámos, propositadamente, pelo recurso a citações de escritos da sua autoria, ou dos seus familiares ou “biógrafos”.

O Homem e cidadão


“Meu avô era um homem de estatura meã, bigode farto sobre a boca como o de Camilo, usando lunetas ou óculos, porque era muito míope.”
“…era um romântico e tinha uma sensibilidade agudíssima, que o fazia sofrer. Vi-o chorar quando tentava recitar ‘O Melro’ de Junqueiro, ou quando lia o Frei Luís de Sousa, de Garrett…”
Fonte: LIMA: 1986: 4


“Médico e historiador. Nasceu no lugar de Cabanões, Avintes, em 1863. Era licenciado pela Escola Médico-Cirúgica do Porto em 1887. Foi médico, historiador, poeta, artista, matemático, investigador, etnógrafo, arqueólogo, heráldico e republicano. Foi 1º Presidente da Câmara de Gaia após a implantação da República. Foi fundador e uma das almas do Clube Recreativo Avintense. É autor das seguintes obras: Luz natural e artificial das Escolas (Tese) – 1887, Tipografia Ocidental, Porto e Avintes e suas antiguidades (História Local) – Edição da Junta de Freguesia de Avintes, 1985. Foi autor das seguintes obras, não publicadas: Família de Osório Gondim (história), Dissertação sobre as Ordens de Cavalaria (história) e Dicionário de Heráldica (história). Colaborou nas seguintes publicações: Jornal dos Carvalhos (de 1890 a 1891) e revista Camões. Homem de grande sensibilidade estética e de grande sabedoria, Inocêncio Osório Lopes Gondim foi um avintense de eleição e o seu espírito pressente-se em cada canto da nossa pequena pátria de Avintes”,
Fonte: COSTA, Barbosa da; VAZ, José; COSTA, Paulo – De Abientes a Avintes – notas monográficas, Avintes, Audientis, 2009, p. 541.


VERTENTES DA SUA VIDA E OBRA


O nascimento
“Aos vinte dias do mês de Abril do ano de mil e oitocentos e sessenta e três nesta igreja paroquial de São Pedro de Avintes, Concelho de Gaia, primeiro digo Diocese do Porto o presbítero Manuel Francisco dos Santos cura da mesma freguesia baptizou solenemente um indivíduo do sexo masculino a que deu o nome de Inocêncio que nasceu nesta freguesia às duas horas da manhã do dia vinte do mês de Março do ano de mil oitocentos e sessenta e três, filho legítimo primeiro deste nome de Manuel Osório Gondim facultativo e Albina da Conceição, ambos naturais, recebidos e paroquianos desta freguesia e moradores no lugar de Cabanões, neto paterno de António Pereira Osório e Maria Vitória de Azevedo e materno de José da Conceição Pereira e Maria das Neves. Foi padrinho o Reverendo Inocêncio José António Amorim e sua sobrinha Dona Maria dos Prazeres, solteira, moradores no lugar da Igreja, desta freguesia. E para constar lavrei em duplicado este assento que depois de ser lido, conferido perante a madrinha comigo assinará. Inocêncio José de Amorim; Maria dos Prazeres. O Abade Inocêncio José António Amorim
[À margem]: Cédula pessoal nº 201771 – A
Faleceu em Avintes, Gaia, no dia 9 do corrente; registo nº 414,. Gaia 12 de Abril de 1937.”


A instrução primária em Avintes
“Eu fiz o exame da instrução primária (provas oral) no dia 13 de Maio de 1876. Era um sábado, e um lindo dia de primavera.
Chegado do liceu, jantei no colégio e vim logo para casa, radiante de alegria. Parecia-me que o barco não andava nada; e quando pude por o pé em terra de Avintes, galguei o caminho num instante até casa.
Bati à porta; minha Mãe foi abrir, e eu logo de chofre, sem esperar por mais nada, lhe anunciei:
- Fiquei bem! O Pai?
. O Pai está lá em cima, ao pé da eira.
Eu galguei as escadas do pátio, atravessei correndo a cozinha e subi em dois pulos as escadas do poço. Meu Pai tinha-me ouvido, e já vinha ao meu encontro.
- Fiquei bem! Gritei eu; e ele abraçou-me e vieram-lhe as lágrimas aos olhos.
Foi isto debaixo de um grande cedro, que então estava, onde agora está a tangerineira.
Como tudo isto me lembra, meu Fernando, e que saudades, ao recordar estas coisas, eu tenho desse tempo quando eu ia a entrar no caminho da vida, esse longo caminho que eu tenho percorrido, e que já vou descendo, em vez de subir.”
Fonte: Excerto de carta, datada de 23.08.1922, de Inocêncio Osório Lopes Gondim a seu sobrinho Fernando Osório Gondim de Araújo Lima publicada em: LIMA, 1986: 3-4


O ensino “secundário” no Porto – Colégio de S. Carlos
“Fui educado num dos mais importantes colégios do Porto, talvez mesmo de Portugal; pelo menos era o que maior número de alunos recebia, e o que mais se distinguia pelo número de aprovações que obtinha, nos resultados finais dos seus exames.”
Fonte: GONDIM:1887:26


O ensino superior na Escola Médico-Cirúrgica do Porto
“…meu avô foi médico, formado pela Escola Médico-Cirúrgica do Porto, e a sua tese ‘Luz Natural e artificial nas Escolas’ saiu do prelo da Tipografia Ocidental, na Rua da Fábrica, em 1887”
Fonte: LIMA:1986:3


O médico
“… foi um ‘João Semana’. Ia a casa dos doentes, a qualquer hora do dia ou da noite, bifurcado num cavalo castanho (…) Fora das visitas ao domicílio dava consultas em sua casa, à Rua 5 de Outubro, a 200 réis”.
Fonte: LIMA: 1986: 4


Na sua dissertação inaugural intitulada “Luz Natural e Artificial das Escolas”, para além das competências médicas, o recém-formado, mostrava já o seu lado de pedagogo e de homem preocupado com a instrução e, sobretudo, com as condições sanitárias dos edifícios onde era ministrada. Segundo o próprio tratava-se de “aconselhar as regras principais que devem ser observadas na construção das casas das escolas; tal é o meu empenho escrevendo este trabalho…”.Tal é bem patente nas citações abaixo transcritas:
“Entre os factos mais frisantes que caracterizam o século atual [século XIX], entre as instituições que a ideia moderna mais evangeliza (…) a propagação e difusão da instrução é, sem dúvida, uma das que mais avulta e se destaca”.
“… e hoje as necessidades da nossa sociedade são tais, que exigem dum modo imprescindível, ainda do homem rude da aldeia, um certo número de conhecimentos, que o coloquem à altura de saber compreender os seus deveres. Pode conceber-se o absolutismo ignorante, mas a liberdade não pode conceber-se, sem ser inteligente”. p. 19/20
“A instrução popular, além de estreitar as boas relações sociais, derrama entre o povo o pensamento e a compreensão do bem, tendendo sempre a enfraquecer e a extinguir o mal. Assim, essas nódoas sociais, que são como que a gangrena da humanidade, e que se chamam a cadeia, o prostíbulo, a casa corretiva e a taverna, todas essas grandes manchas sintomáticas da depravação moral, encontram na escola um poderoso elemento da sua destruição””. P. 20/21
“Trabalhar, pois, para criar entre nós a higiene escolar, que há cerca de 10 anos tanto preocupa as nações civilizadas; apontar quais são os perigos que possam resultar da viciação física; aconselhar as regras principais que devem ser observadas na construção das casas das escolas; tal é o meu empenho escrevendo este trabalho…” P. 26/27


***


No primeiro capítulo desta dissertação, estudarei a parte da patologia escolar, que está relacionada com a viciação da luz, visto ser esse o campo especial em que me coloco. (…) Na segunda parte, fundando-me na patologia escolar(…) exponho as regras principais que devem observar-se na construção das escolas. Dei a este capítulo, a que prestei atenção especial, maior desenvolvimento (…) porque me parece que q questão da luz natural nas escolas é de grande importância. (…) Fecham o meu trabalho as considerações sobre a luz artificial, que mais desenvolvidas deveriam ser, se me não escasseasse o tempo”. P. 27/28


“As principais substâncias que se têm empregado na iluminação artificial das aulas são: o cebo, a estearina, o azeite, o petróleo e o gás. As duas primeiras empregam-se sob a forma de velas, que têm a vantagem de produzir pouco fumo; mas que tem o inconveniente de consumir tanto oxigénio, como a respiração dum adulto. (…) A luz do azeite é perfeitamente suportável aos olhos; mas tem a desvantagem de absolver muito oxigénio; e, quando a combustão é incompleta, dá origem a produtos irritantes, que provocam a tosse e irritam os olhos. O petróleo é talvez, de todos os combustíveis empregados, o que tem mais inconvenientes. A sua luz viva e avermelhada irrita e e fere demasiado a vista; e a sua combustão desenvolve vapores desagradáveis, que alteram excessivamente o ar. (…) o gás de iluminação é o mais geralmente empregado nas cidades, tendendo sempre a substituir os outros combustíveis. As suas principais vantagens são: a limpeza absoluta, a economia de tempo e de despesa, o serviço fácil, e um poder iluminante muito considerável. Apresenta contudo muitos inconvenientes (…) … a combustão perfeita do gás tem o sério inconveniente de condensar e depositar grande quantidade de vapor de água, ao longo das paredes. Segundo Alexandre Layet , a luz elétrica é aquela que, debaixo deste ponto de vista da viciação atmosférica, satisfaz melhor as condições higiénicas.”
Fonte: GONDIM, 1887: pgs. Citadas


O dirigente associativo e homem de cultura


Em 2 de Fevereiro de 1889, juntamente com Francisco Viana e Eduardo Santiago, fundou o Centro Recreativo Avintense, onde assumiu as funções de secretário e de bibliotecário, instituição que ainda existe na Rua 5 de Outubro em Avintes.
“…foi durante longos anos, até 1937, quando morreu, o Bibliotecário do Clube, havendo catalogado, etiquetado e selecionado por assuntos, etc. todos os livros existentes, o que representa um trabalho extenuante e cheio de responsabilidade”.
“Portanto, os novos devem ter, no coração estes três nomes: Eduardo Militão de Sousa Santiago, Francisco Fernandes da Silva Viana e Dr. I. Osório Lopes Gondim – os fortes pilares sobre que assentou a Obra gigantesca que sonharam e realizaram, isto é, o Clube Recreativo Avintense”.
Fonte: Caminho Novo, Edição Especial; Avintes 1 de Dezembro de 1952, pp. 12


O pedagogo
No Clube Recreativo Avintense promoveu várias festas escolares, instituiu prémios para os melhores alunos, com base em donativos, procedeu à vacinação das crianças e proferiu conferências onde proclamava as novas ideias republicanas sobre educação, onde inflamava o seu discurso contra a educação dos Jesuítas e onde exortava os pais das crianças avintenses a mandarem os seus filhos à escola, já que só esta poderia formar cidadãos esclarecidos e homens livres.
“Osório Gondim era um médico recém-formado quando, aos 26 anos de idade, ajudou a criar o Clube Recreativo Avintense. Pela sua elevada preparação intelectual foi escolhido para secretário da Direção e diretor da Biblioteca. Provavelmente nos bancos da faculdade tomou contacto com os ideais republicanos e os seus teóricos, perfilhando as teses anticlericalistas e sobretudo antijesuíticas defendidas por Miguel Bombarda e Teófilo Braga (…) p. 5
“As suas ideias em matéria de instrução, demasiado avançadas para a época, podemos encontrá-las consubstanciadas nos seus discursos, nomeadamente no discurso pronunciado na Festa da Árvore de Natal, em 25 de Dezembro de 1892, nas Escolas Paroquiais de Avintes para a qual foram angariadas prendas e donativos a fim de serem distribuídos pelas crianças” p. 5
“…Gondim orientou o seu discurso para a questão fulcral da educação da mulher lembrando os perigos das escolas dos jesuítas, a quem trata por ‘seita proscrita e condenada’, a qual se servia da mulher e da mãe de família, para atingir os seus fins, para fazer florescer a ignorância dos povos”. p. 7
Fonte: Conde, 2010: 5-7


O historiador e etnógrafo
Em 1890, com 27 anos, começou a publicar uma história topográfica de Avintes, intitulado “Avintes e as suas antiguidades”, a qual foi publicada em folhetins no “Jornal dos Carvalhos” entre 22.06.1890 e 23.11.1891.
“Publicando estes breves e pobres apontamentos sobre a história da freguesia de Avintes, o seu autor teve principalmente em vista entregar à posteridade desta aldeia as tradições que pôde recolher, do muito que rebuscou à conta deste assunto.
As tradições estão desaparecendo cada vez mais; muitos factos aqui narrados são já hoje ignorados por muita gente (…) Grande parte das tradições aqui recolhidas, foi-me comunicada nos saudosos dias da minha infância, por um amigo que eu perdi, e que jamais poderei encontrar na terra – por meu pai.”
Fonte: GONDIM, 1990:7-9


Esta obra foi publicada em livro pela autarquia avintense em duas edições recentes, de 1985 e 1990. No essencial a obra mantém a sua atualidade e tem o grande mérito de revelar aspetos da micro-história de Avintes que, a não terem sido registados, se teriam irremediavelmente perdido.


O Político e homem republicano desde a primeira hora
O seu apego ao republicanismo terá nascido ainda nos bancos da Escola Médico-Cirúrgica do Porto e acusa contribuições de Teófilo Braga e Miguel Bombarda.
Na primeira década do séc. XX, em pleno período final da monarquia Osório Gondim fez parte das vereações do município gaiense, como representante do Partido Republicano, entre 1902 e 1904. Foi presidente da Comissão municipal republicana do município gaiense no período de 27.10.1910 a 25.08.1911. Foi um presidente muito interventivo, nas mais variadas áreas de competência do município, nomeadamente com propostas de organização de um corpo de polícia do município gaiense, novas instalações para os Paços do Concelho e outra repartições anexas, criação de escolas nas freguesias e ainda medidas reguladoras do trânsito, de higienização, de vacinação das populações, de limpeza urbana, de drenagem de águas pluviais e esgotos, de proibição da utilização de currais para gado na área urbana, ou de animais a divagar na via pública, etc.
“A primeira comissão administrativa tomou então posse a 13 de Outubro de 1910 chefiada por Manuel Ferreira de Castro, clínico municipal e fundador do jornal O Povo de Gaia já referido, o qual, porém, só presidiu a duas sessões, pois foi entretanto nomeado administrador do concelho, passando a presidência do executivo logo a 27 de Outubro a Inocêncio Osório Lopes Gondim”
Fonte: GUIMARÃES, 2010: 51


O cidadão multifacetado:
. Aos aspetos já referidos, em que foi notória a sua intervenção, importa ainda acrescentar outros elementos porventura considerados menos relevantes:
. Foi ainda membro da Junta de Freguesia de Avintes entre 1918 e 1919.
. Foi médico das seguintes coletividades: “Oliveirense” e “Ordem e Progresso” , de Oliveira do Douro e “Restauradora”, “Nossa Senhora das Necessidades” e Montepio “Auxiliador”, de Avintes.
. Escreveu versos líricos na Revista Camões, um “Dicionário de Heráldica” e uma “Dissertação sobre as Ordens de Cavalaria”, obras estas que nunca chegaram a ser publicadas.
. Em 1929 tomou posição na defesa da integridade da igreja do mosteiro de Pedroso, num período em que pairava a ideia de a mesma ser demolida ou ampliada.


***


Pretendemos aqui evocar e dar a conhecer a figura deste homem notável, falecido na freguesia de Avintes, aos 74 anos, e cujo 150º aniversário de nascimento se cumpre em 20 de Abril de 2013.

Bibliografia:


.CONDE, António Adérito Alves - A precocidade das ideias educativas republicanas de Osório Gondim (Comunicação apresentada no XXI Fórum Avintes 2010 realizado na sede da Junta de Freguesia de Avintes nos dias 26 e 27 de Novembro de 2010).

.GOMES, Joaquim Costa - Dr. Inocêncio Osório Lopes Gondim: médico, historiador e desenhador: personalidades de Avintes, Caminho Novo, Avintes: Clube Recreativo Avintense, 2005, pp. 41-46. *

. GONDIM, Inocêncio Osório Lopes - Avintes e suas antiguidades, 2.ª ed.. - Avintes : Junta de Freguesia, [1990].*

. GONDIM, Dr. I. Osório Lopes; Discurso proferido no Centro Recreativo Avintense na festa de recepção oferecida ao sócio benemérito João Manuel Gonçalves em 1 de Maio de 1892, Porto, Imprensa Moderna, 1892.

. GONDIM, Dr. I. Osório Lopes; Discurso proferido na Festa Escolar da Árvore de Natal realizada pelo Centro Recreativo Avintense nas Escolas Paroquiais de Avintes em 25 de Dezembro de 1892, Porto, Imprensa Moderna, 1892

. GUIMARÃES, J. A. Gonçalves; Republicanos, monárquicos e outros. As vereações gaienses durante a 1ª República (1910-1926), Vila Nova de Gaia, Confraria Queirosiana, 2010.*

. LIMA, Fernando de Araújo - Um avintense ilustre: à memória de minha Irmã , Boletim da Associação Cultural Amigos de Gaia. - Vol. 2, n.º 11 (Nov., 1981), pp. 11-15.*

. LIMA, Fernando Osório Gondim de Araújo - Recordando o Dr. Osório Gondim avintense insigne, Caminho Novo / Clube Recreativo Avintense. - N.º único (1 de Dez., 1986). - Avintes: C.R.A., 1986, pp. 3-4.*

. LIMA, Fernando Osório Gondim de Araújo - Breve história do Clube Recreativo Avintense: 1889-1952, Caminho Novo. Ed. especial. N.º único, (1.º Dez. 1952), p. 12-14: 3 il.; (1.º Dez. 1953), p. 27; (1.º Dez. 1954), p. 21. *

. VALE, Carlos - Dr. Inocêncio Osório Lopes Gondim, Boletim do Rotary Club de Vila Nova de Gaia. - Ano 5, n.º 58 (Jan., 1988), p. 9: il.; Ano 5, n.º 59 (Fev., 1988), p. 9.*

*Fundo bibliográfico da BPMVNG



Sala de Fundo Local, 28 de Janeiro de 2013.